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A solidariedade nasceu com o homem. Ou ainda estaríamos nas cavernas. Sem a ajuda um do outro, não teríamos enfrentado os tigres-de-dente-de-sabre, não teríamos caçado mamutes, não estaríamos trabalhando em equipe erguendo cidades, desenvolvendo tecnologia, organizando orquestras, times, torcidas. Juntando forças e vontades, construímos esta civilização. Mas, ao mesmo tempo, não podemos nos esquecer de que, mesmo sendo parte de um todo, temos direito e necessidade do nosso momento solo, introspectivo, dentro de nós mesmos. Para meditação ou avaliação. Ou para uma atividade, obrigação, estudo, leitura, que somente sozinhos podemos realizar. E esse momento não precisa, necessariamente, brigar com o momento social, da solidariedade, da nossa entrega ao próximo. Temos condições de separar os dois momentos mágicos da nossa realização pessoal.
O que me parece que a Mônica não conseguiu fazer na história da edição passada. Ajudou os amigos e se esqueceu dela própria, de suas obrigações... E isso acontece tantas vezes. Com tanta gente. Comigo, com você... Devemos é treinar essa divisão de atitudes, administrar nossas vontades, equilibrar nosso "se dar". E daí todos nós sairemos satisfeitos. Eventualmente com menos tempo para um ou outro momento. Mas com a certeza de que estaremos dividindo... Sem nos machucar.
Revista Turma da Mônica Jovem
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Mauricio de Sousa
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