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Falando com jovens, falando de jovens...
O pessoal me pergunta como é falar com um tipo especial de público durante 50 anos... E manter o diálogo. O papo. O interesse mútuo. Não é difícil.
Basta abrir o diálogo com interesse genuíno, com abertura, com vontade de aprender... E a coisa vai embora. De boa, para os dois lados. Temos a aprender sempre, tanto com os jovens quanto com as crianças. E a recíproca é verdadeira. Eles também têm muito a aprender. Só que estão na fase do aprendizado prático. Sem muito tempo para ficar ouvindo teorias. O tempo corre muito mais rápido para os jovens. Daí as arquiteturas que nós, comunicadores, professores, pais, temos que montar para nos fazermos ouvir. E daí, também, a tal necessidade do interesse verdadeiro. Não somos donos da verdade. Somos parte dela. A outra geralmente está olhando pra nós. Com a mesma vontade de auscultar, buscar, aprender algo. Pedindo soma. Porque ninguém quer ficar parado, estático, no que sabe ou faz.
Assim, enquanto me for dada a oportunidade, estarei aprendendo com os rostinhos de olhos brilhantes que me encaram e perguntam... E inquirem... E criticam... E, às vezes, agradecem. Essa é a minha paga. Meu presente, meu futuro, meu tesouro. Que vou dividindo aqui, em outras revistas, no meu dia-a-dia... Sem fim. Porque o diálogo não para. A vida continua. No processo de se dar e receber.
Pra todo o sempre...
Revista Turma da Mônica Jovem
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Mauricio de Sousa
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